sábado, 11 de maio de 2013

Sugestão Musical da Semana



Honestamente não sou grande fã de música dita electrónica mas a música "Don't you worry child" dos Swedish House Mafia conquistou um lugar especial na minha lista de músicas a ouvir enquanto trabalho. Gosto da mensagem positiva que transmite. É sempre bom quando a letra tem significado.

Bom resto de fim de semana :)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Elizabeth Eleanor Siddal


Dead Love

Oh never weep for love that’s dead 
Since love is seldom true 
But changes his fashion from blue to red, 
From brightest red to blue, 
And love was born to an early death 
And is so seldom true. 

Then harbour no smile on your bonny face 
To win the deepest sigh. 
The fairest words on truest lips 
Pass on and surely die, 
And you will stand alone, my dear, 
When wintry winds draw nigh.

Sweet, never weep for what cannot be, 
For this God has not given. 
If the merest dream of love were true 
Then, sweet, we should be in heaven, 
And this is only earth, my dear, 
Where true love is not given. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dicotomias

Gosto de escrever sobre dicotomias ainda que elas não sejam totalmente explícitas. Ultimamente o meu interesse recai sobre um homem e uma mulher que vivem vidas completamente diferentes. Ele está habituado a ter tudo. Ela já nasceu sem nada. Ele é o típico homem pelo qual todas as mulheres se sentem atraídas. Ela não tem qualquer tipo de charme.
Considero que seja um cliché, aliás, a minha intenção ao utilizar dicotomias nunca foi criar algo original. Na minha opinião é o enredo que determina se é um bom ou um mau cliché. O mesmo se aplica às personagens. As dicotomias ajudam o escritor a definir uma certa personalidade.
Acho quase uma missão impossível criar uma boa história onde as personagens são iguais. Vêem as mesmas coisas, sabem as mesmas coisas, pensam da mesma maneira... Tem de existir o lado desequilibrado da balança para que o leitor perceba que houve uma transformação. A dicotomia já não é tão evidente. Alguém contrabalançou o jogo e agora estão ambos numa boa posição para fazer xeque-mate.

domingo, 7 de abril de 2013

Colecção Haruki Murakami (Parte 2)

Haruki Murakami é sem sombra de dúvida um dos escritores de culto da actualidade. As personagens invulgares, os enredos fantásticos, a complexidade dos diálogos são atributos que nunca faltam nas suas obras. São as marcas distintivas de um autor já consagrado.
O meu primeiro contacto com a escrita de Haruki Murakami não foi dos mais memoráveis. "Sputnik, Meu Amor" foi a primeira obra que "li". Lembro-me de pensar que aquele estilo de escrita não era para mim. Não conseguia embrenhar-me na história. Não havia qualquer tipo de relação entre mim e aquele livro. Por isso desisti de o ler e procurei uma leitura mais segura.
Voltei a reencontrar Murakami numa ida a uma livraria um ano depois. "A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol" estava bem posicionado na prateleira. Como não tinha nenhum livro em mente, resolvi dar uma segunda oportunidade à escrita e de certa maneira ao escritor.
O primeiro encontro foi um desastre. O segundo foi amor à primeira vista. Submergi de tal forma no mundo que Haruki Murakami criou que foi difícil voltar à realidade. Percebi que não estava preparada da primeira vez para compreender a escrita deste autor. Haruki Murakami é complexo e denso no seu processo criativo, ainda que muitas vezes escolha o modo mais fácil para transmitir a ideia. As obras exigem leitores inteligentes, talvez até com uma certa flexibilidade mental para entrar no mundo Murakami e não tomar nada como garantido. 


sexta-feira, 29 de março de 2013

Etapa 1 - Criação da Protagonista

Uma das etapas mais "penosas" do meu trabalho enquanto escritora é descrever a personalidade da personagem principal - protagonista. Quero uma mulher forte e simultaneamente frágil, capaz de aguentar todos os golpes e ao mesmo tempo desabar perante um comentário menos simpático. Corro o risco de parecer inconsistente.
Para ser honesta, procuro criar uma personagem "real". Alguém que por coincidência partilhe características com a figura central de uma obra literária. Tenho tendência para trabalhar com personagens "reais" e cenários fictícios.
Passo bastante tempo a pensar como uma pessoa de carne e osso reagiria a determinada situação. Nestes últimos dias, o dicionário de Língua Portuguesa tornou-se o meu melhor amigo. Começo a aperceber-me do poder das palavras. O grau de intensidade de uma palavra ajuda na descrição de uma personagem e cena. (Não tenho qualquer mérito na descoberta desta técnica. Uma pessoa com vários anos de experiência transmitiu-a numa das suas sessões e achei que aquele conselho ajudar-me-ia a melhorar a minha escrita).
Enquanto escrevo, oiço sempre música. Uma banda sonora escolhida a dedo para a criação da protagonista. Algo que me lembre do amargo/doce, do feliz/triste, do bom/mau. As duas faces da mesma moeda. Quando grande parte das características estão encontradas, só falta limar algumas arestas. Não quero pecar por excesso nem por defeito. Não se trata de perfeição. Apenas quero um esqueleto saudável.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Sentido

Ultimamente tenho pensado no sentido das coisas. Qual é a mensagem que quero transmitir quando escrevo? Qual é a interpretação adequada? Qual a melhor forma de evitar interpretações inadequadas? 
O facto de ter muitas ideias ao mesmo tempo não ajuda a encontrar um sentido exacto. Acabo sempre por perder-me no emaranhado de histórias que crio ou então não consigo passar para o papel tudo o que imagino. 
Sempre escrevi e nunca foi minha intenção ser uma grande escritora (entenda-se por grande escritora alguém que ganha prémios). Quero que gostem do que escrevo. Que se apaixonem pelas minhas histórias. Que se identifiquem com as minhas personagens. Que acompanhem as viagens que fazem e que percorram os mesmos caminhos (talvez) com o mesmo objectivo. Quero que sorriam e chorem ao descobrir a verdade. Quero que as desprezem ou que as amem. Quero despertar-vos o espírito criativo. Quero que me insultem se for caso para isso. Quero que me aplaudam se acharem que mereço. Quero que continuem as minhas histórias, provavelmente alterando o rumo que lhes dei. Quero que dêem uma oportunidade aos clichés. Quero que deixem de pensar que a originalidade é o único factor apreciável num escritor. 
Um escritor sem público não é nada.